quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Reflexão


Estamos em plena época de reflexão.
Tempo de planejar e reestruturar nossos projetos de vida.
Desejo que este seja um tempo de paz em seu coração.
Um tempo de despertar um grande amor por si e por todos aqueles que o rodeia.
Que a prática da aceitação seja constante.
Que o tempo de controle seja posto de lado para que a vida aconteça em sua plenitude.
Estou tentando praticar esses princípios.
Porém sempre mantendo a compreensão e o entendimento de que tudo chega no tempo certo.
Apreciei o fato de enfrentar meus descontentamentos.
Agora estou em tempo de buscas de novas oportunidades.
Que 2011 seja mágico.

sábado, 11 de dezembro de 2010

PerfuMaria


Florianópolis, 11 de dezembro de 2010

Hoje acordei cedo, muito cedo, ainda era quatro horas da manhã. Motivo:
bebi chá de carqueja e gengibre antes de dormir, como tem ação diurética, minha bexiga ficou cheia.
Não consegui dormir novamente, rolei na cama.
Fiz orações, meditei e resolvi que deveria levantar para lavar roupa.
Mexi com as plantinhas, fiz café, tomei café e resolvi:
Pesquisar sobre sabonetes.
A gente sempre volta, né?
Então, quando ainda uma pequena bruxa, gostava de fazer shampoo.
Depois que havia feito o shampoo, quis cortar cabelos.
Enquanto crescia fiz várias coisas, até rótulos para perfumes.
Cresci, cresci e virei mãe;
Depois Esteticista.
Não satisfeita, aprendi a cortar cabelos.
Colorir, descolorir, enrolar, alisar, pentear.
Com a eterna insatisfação, aprendi química, que
segui para a química farmacêutica.
Agora, com o título de membro da saúde.
Retornei, melhor, estou retornando para a área da beleza.
Energia no ar é do número universal.
O oito.
Já havia decidido
na energia oito
voltar a ser Esteticista.
E hoje acrescentei que faria sabonetes,
sabonetes para lavar a alma.
Foi então que percebi que ressuscitei a
PerfuMaria.
Qual é a sua opinião sobre a PerfuMaria?
Qual é a energia?

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Sete de Dezembro

Há de ser um dia mágico.
Pois sete é cabalístico.
E Dezembro é Milagroso.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Labuta

Hoje estou de folga, ainda bem, ontem o circo pegou fogo.
Será que sou assim tão pimenta?
Veja bem, minha versão:
Estava trabalhando, bem sabes que não estou feliz,
mas tudo bem, sempre arranjo um jeito de ser feliz.
Foi assim, gosto muito de pessoas, portanto é normal, ou pelo menos esperado,
que eu goste de atender aos clientes, melhor, fregueses.
E ontem tinha movimento. Assim, lá estava eu com o meu melhor sorriso
dizendo:
Bom dia, boa tarde, boa noite (fui alterando com o decorrer do dia).
Em que posso ajudá-lo(a)?
Quando havia mais de um freguês, olhava e dizia:
Já te atendo, com minha melhor e máxima simpatia,
pois era importante garantir a presença do mesmo.
Sentir-me-ia derrotada se eu perdesse um cliente.
Não aconteceu, uffa, garantia da minha felicidade,
sinto enorme satisfação em mimar os fregueses.
Fonte de energia positiva.
O movimento estava intenso e eu bem alimentada
com a energia que extraia de cada bom atendimento realizado.
Já reparou como o tempo vôa enquanto estamos realizados?
Portanto nem lembrei de tirar minha hora de folga.
Meu sub-gerente até perguntou-me sobre, mas falei que estava sem apetite
e que tiraria quando necessário.
E permaneci lá. feliz, fazendo meus atendimentos.
O sub-gerente estava sobre carregado com atividades burocráticas.
E trabalha com eficiência e dedicação, cumprindo sua parte.
Mas já notou que em contos de fadas sempre há bruxas do mal?
Porque bruxa do bem eu sou, então, faltou, melhor, nem faltou a bruxinha do mal.
A bruxinha do mal, justiça seja feita, estava lá no recanto sossegado da farmácia, fazendo sei lá o quê.
Então, quando eu falava duas vezes eu já te atendo,
a bruxinha aparecia e ajudava-me e voltava rapidamente para seu refúgio.
Permanecia novamente eu na frente do atendimento.
Feliz, mas quando o tempo estava quase no fim da labuta,
a bruxinha veio dizer-me que era para eu tirar minha hora de folga.
Respondi que havia muito movimento, que eu permaneceria ali.
Ela disse-me que não, pois ela iria sair mais cedo,
portanto eu tinha que tirar já a minha folga.
Disse que não, se fosse o caso, eu sairia mais cedo,
pois não largaria o balcão naquele momento.
Resumindo, ela disse-me que eu teria que ligar para o gerente para fazer isto.
Concordei e continuei.
Mas ela persistiu, ficou o tempo todo dizendo para eu ligar
e eu insistia que no momento oportuno faria isso.
Mas ela parecia surda, continuou atrás de mim dizendo que eu tinha que ligar.
No fim ela foi e disse-me:
Tudo bem, sairá apenas dez minutos antes.
Fiquei uma fera, e respondi no meio dos fregueses, que tudo bem,
mas que ela não sairia mais cedo, ficaria lá comigo.
Já que quer me prejudicar, será assim, ela também não sairia.
Não acostumada a receber nãos, correu e ligou para o gerente,
sei lá o quê a madama disse para ele e gritou-me:
O gerente quer falar contigo.
Atendi ao telefone:
Soltei os cachorros, oras bolas, estava ou não estava eu vendendo minha alma pela empresa?
Estava ou não estava eu fazendo o meu máximo e melhor?
Então porque a madama seria privilegiada?
Tudo bem, pode ter o privilégio que quiser, mas não em cima de moá,
mas não mesmo.
Sou muito boazinha, mas quando sou ruim, sou muito melhor.
Foi assim.
De novo!
Again



terça-feira, 7 de setembro de 2010

Flor do cerrado

...uma flor do cerrado pra você
Estou mentalizando eu trazer a flor, teimosa e insistente como sou, hei de trazer uma flor pro pessoal daqui de casa. Não morrerei sem conhecer uma flor do serrado pessoalmente, claro que a morte está agendada só para daqui a meio século, mas pretendo ir antes, bem antes.
Sempre tive uma ansiedade iminente, faz parte da minha existência.
Estou sonhando, aliás, estou sempre sonhando. Isto é bom, fornece-me um gás para a vida, gera uma força motriz. E lá vou eu com a minha vassoura de duas rodas e um chapéu de bruxa moderno, em forma de capacete para ciclista, sempre avante, sempre avante...
Amo muito viver. Estou aqui em uma torcida muito grande para que o tempo da colheita chegue logo.
Mas sempre lembro-me:
O bom da viagem é o caminho, o percurso que realizamos, então aproveito cada etapa, cada fase. Viver é um jogo de videogame, estamos sempre indo atrás de uma meta, buscando a realização de um projeto. E jogo bom é aquele que permite que a gente estipule metas para todas as áreas da jornada, pois esta diversidade abrilhanta o caminho.
Beijos
...uma flor do cerrado pra você

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Encadernação

O seu material acadêmico poderá ser transformado em um livro.
Facilita o manuseio e promove proteção e acesso aos conteúdos estudados.
Ou você poderá presentear uma pessoa querida com um livro feito especialmente para ela.
Maiores informações sobre livros e encadernação com:
elisamaria.elisa@gmail.com

sábado, 17 de julho de 2010

Paz

"A liberdade, a paz e - o mais agradável - o poder de recuperação, descanso numa plataforma de estabilidade sobre o solo da concretude, tudo isso lá enleados estão. Mas não como indivíduo que encontra esse repouso, ensina a experiência. Somente como recantos, lampejos de sobra..."
Tania Montandon

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Gratidão


Tenho tanto para agradecer.
Principalmente ao Amor.
Amor que recebo em gestos,
no mais profundo silêncio.
A vida tem esta incrível capacidade de presentear
sem nada dizer.
Resta-me somente agradecer.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Uma palestra chamada Aventura


A vida é mesmo engraçada.
Mas para achar graça tem que estar atento,
tem que saber olhar.
Não devemos nos levar tão á sério.
Nem mesmo devemos levar nada assim tão sério, porque tudo é aprendizado.
Li no site da universidade que haveria uma palestra.
Logo deduzi: que jóia!
Mandei e-mail para minha filha e a convidei para irmos juntas.
Tudo combinado.
Eu, na maior correria, entregar resumo estendido TCC,
prova, seminário, e a palestra, enfim, tudo no mesmo dia.
Sem falar no almoço do filhinho, do estágio na farmácia e dos estudos com a amiga.
Isto não parece um dia, mas sim uma semana de atividades.
Tudo bem, deu certo.
Hora da palestra, telefone toca, filha avisa que chegou.
Tento ir para Reitoria, ela diz que a palestra seria no centro de Filosofia.
Andamos todo o centro de Filosofia, nada, nadinha de palestra.
Saio perguntando, ninguém está sabendo.
Após longa caminhada que cansou a amiga convidada de minha filha,
vou até à secretaria perguntar.
Palestra? De quem?
Respondo, ah de um homem ótimo, muito bom mesmo.
Havia um professor no local, não se conteve, riu muito.
Tão bom que nem eu, nem a amiga e nem a minha filha sabíamos nada, mas nada mesmo
sobre o tal homem.
Digo que li no site, entram, conferem e informam: é na Reitoria.
Convido todos para irem. (tomara que não tenham ido).
Fomos.
Que loucura, o professor que foi apresentar o palestrante
pegou 100 folhinhas A4 e começou a ler.
Uma voz monótona, sempre no mesmo tom, foi lendo,
lendo, aqueles textos que sempre voltam;
vão e voltam e minha filha dormiu, dormiu;
Quisera eu dormir também, mas não quis deixar a amiga sozinha.
Um auditório lotado, que aos poucos se desfazia, desfazia...
Até o convidado especial bocejou.
Meia hora depois, eis que o palestrante começou a falar,
eis que pegou uma daquelas folhinhas...
e leu, leu, leu....
Coragem, vai melhorar, mas preciso ir, tenho que ir,
Saímos!
uffa!
Rimos tanto lá fora, como rimos, pois descobrimos que procurar a palestra foi muito mais proveitoso e divertido.
Ainda estou achando graça.


quarta-feira, 9 de junho de 2010

"Não faz problema"


Esta frase era constante em uma criança de dois anos. Falava para todos:
"Não faz problema"
Gostei e adotei, nós, os chamados gente grande, temos o hábito de fazer problemas!
Então: não faça problemas, ok?

segunda-feira, 7 de junho de 2010

UM olá!


























Faz tanto tempo que escrevi aqui.
Gosto de escrever, gosto de expressar as idéias
diferentes que crio;
Invento mundos, invento casos.
Ou são os casos que me inventam para existirem?
?
Há dias que tenho visto tudo tão esquisito.
Esquisito é esquisito, melhor seria dizer:
Tudo tão diferente.
Observou?
Os seres humanos já quase nem são assim tão humanos.
Lamento.
Estão tão máquinas, tão que só as máquinas têm importância.
Mas,
e você?
Como está?
Esteja bem, faz diferença:
Seja feliz e
"Não faz problema"
Beijos.


domingo, 25 de abril de 2010

Tributo

Os pêlos cinzas e brancos eram como plumas, ao toque um prazer indizível. Seu miado uma sutileza, um agudo afinado de anjo. Os olhos claros e lânguidos dessa confiança plana dos que são bons, enterneciam de imediato, incomparáveis. À meio do mimo de rabinho uma curvatura original, inconfundível. Num todo tão encantador, carinhosa como jamais se viu; ‘Arrulhando’ indefesa pelas lindas cristas dos cumes de ronrom harmonioso. Andava com a elegância mais espontânea, tanta graciosidade inata. Assim pequena e no entanto tão grande à qualquer centelha de sensibilidade. Era ‘uma presença’ como pouquíssimas - Só soube ser perfeita, enquanto filhota e além. Mas quis esse destino escabroso que toda covardia dos homens se lançasse sob a inocente… Crueldades de vidro refletidas naquele santo sangue. Minha filhinha - Uma mártir da beleza, no elevado sentido da expressão. O apocalipse, amanhã que seja, continua terrivelmente distante.

Tags: /Verlaine /LL

by Thaís Viviani Manfrini

sábado, 20 de março de 2010

Valores


Veja bem, já tenho 43 anos, só agora irei formar-me,
ainda não tenho casa própria, carro, tenho carteira, mas medo de dirigir.
Enfim, tenho uma lista de vários fatores
que a sociedade considera importante
e que não alcancei. E daí?
Sinto-me tão importante.
Veja a cena:
Trabalho, melhor, sou estagiária da Secretaria de Ensino a Distância.
Sou tutora do curso de Prevenção ao Uso Indevido de Drogas.
Terça feira será feriado municipal.
Segunda-feira foi considerado ponto facultativo pela faculdade,
portanto, todos os tutores não têm aula, mas temos que trabalhar.
Então assumi a missão de ir até ao diretor pedir para dispensar-nos.
Neste dia fui com uma sandália que não era usada há tempos.
No meio do caminho a sandália desmanchou literalmente.
Por onde eu passava, deixava restos da sandália.
Caminhava com dificuldade, pois ela estava partida em vários tamanhos diferentes. Melhor dizer, mancava. Cheguei, encontrei com a moça do escritório
e perguntei qual era o ramal do diretor; liguei, solicitei audiência.
Pediram para eu aguardar ser chamada.
Neste meio "interim", perguntei a minha supervisora se ela tinha um chinelo,
mas ela não tinha.
Então disse-lhe que iria falar com o diretor.
Levei uma bronca gigantesca por ter passado por cima da autoridade dela,
que eu deveria ter falado com ela antes
para que ela decidisse se eu iria ou não falar com o diretor.
E disse que estava cancelado o meu pedido para tal ousadia.
Meus colegas de tutoria ficaram chocados com o jeito que fui sancionada.
Em seguida a secretária do chefe chega e manda eu acompanhá-la até a direção. Fui, mancando, com a sandália deixando rastros, meio como para dizer,
feito João e Maria qual era o caminho de volta.
Cheguei e falei. Falei e falei, falei tanto
que temo ter cometido erros de Português significativos.
Até contei uma história triste.
No fim explicaram-me o porque de trabalhar na segunda, entendi perfeitamente. Garanti que levaria a mensagem aos meus colegas.
E eles pareceram gostar de mim.
Uma manca estranha, com idéias esquisitas.
Gostaram até da história triste.
Você diria que aquela manca, que nem chinelo tinha,
que foi até a grande chefia clamar por um desejo dos colegas não tem importância? Eu não, diria: "Nossa, que corajosa."
E na verdade, nem sei se tinha coragem na hora,
ou apenas impulso.
Bom, não alcancei a solução desejada, mas todos gostaram da atitude.
O mundo diria que sou apenas uma inconseqüente,
pé descalço e cabeça nas nuvens.
Nem ligo. Faria de novo.
O que eu tinha para perder? Talvez o estágio.
Mas meio difícil dispensarem uma tutora só por causa de um pedido.
E o máximo, receberia um NÃO.
Recebi, nem foi tão ruim assim. No mais, sobrevivi.
A história triste é relacionada ao meu estágio obrigatório.
Escolhi estagiar em uma comunidade carente.
Um povo humilde, mas cheio de lições valiosas para passar-me.
Lá estava eu, observando tudo, ligada a cada detalhe.
Chega uma mãe, descompensada.
Com uma forte emoção sancionava seu filho,
uma criança, com o máximo de doze anos.
Este menino sofreu um acidente grave,
lesionou profundamente seu pé esquerdo.
Quase perdeu o dedão.
Teve que colocar platina, parafuso, levou treze pontos.
Criança, pipa, bicicleta, três fatores importantes.
Viu uma pipa perdida caindo,
decidiu ir atrás, pegou a bicicleta,
pedalou com o olhar para cima, para o céu.
Tinha um forte desejo, um objetivo.
Tomou uma decisão e estava em ação para atingir seu intento.
Um carro, um acidente, um farol quebrado,
uma bicicleta destruída, um pé ferido gravemente
são outros fatores que nortearam a história.
Um hospital, uma cirurgia demorada,
uma mãe angustiada.
Após, uma dor dilacerante,
uma constatação infeliz.
Enfim, não deu certo.
Tudo bem se a história terminasse aqui.
Mas a mãe ficou despreparada para enfrentar a situação de forma produtiva.
Esta mãe e todas as mães e pessoas que têm
um filho doente ou acidentado deveriam ser acolhidas.
Proveniente de uma comunidade carente,
de uma vida carente, de uma vivência difícil,
enfim, esta mãe não tinha recursos emocionais para enfrentar esta adversidade.
Então, lá estava a mãe destilando suas emoções,
com palavras cheias de emoções negativas,
falava com a autoridade, que tem como mãe, fatos do ocorrido.
Rotulava e criticava severamente seu filho.
Diminuía a existência e o potencial daquele que deveria ser seu orgulho.
O menino sentia-se humilhado diante da platéia que se formou ao seu redor.
Imagino que enxergava aquelas outras mães em riste com sua existência.
Fiquei apavorada, senti-me impotente diante de tão cruel cena.
Cruel para todos, não havia algoz, apenas vítimas do despreparo,
da ignorância humana.
Saí, fui até o menino.
O encontrei tão amargurado, tão na defensiva.
Não encontrei palavras.
Minha farmacêutica correu atrás de mim,
acho que teve medo de eu ter uma reação inadequada.
Então ela mostra ao menino uma cicatriz ainda pior do que a dele,
conta-lhe que ela tinha seis parafusos, platina, etc.
Ele sente uma luz,
pergunta se ela sente dor.
Ela assegura que não.
Vi uma luz acender em seus olhinhos,
uma luz de alívio.
Pois sua mãe havia dito com tanto poder que ele sentiria dor o resto da vida.
E ver aquela farmacêutica tão bem e dizendo não sentir dor
foi um bálsamo para a alma daquela criança.
Enfim, parece cruel eu dizer que
bom que a farmacêutica tinha aquela experiência.
Mas foi a dor que um dia ela sentiu que aliviou a dor de um menino.
Concluí:
Devemos cuidar para levar palavras que ajudem
estas mães terem orgulho de seus rebentos.
Devemos cuidar para que nossas crianças tenham auto estima.
Devemos cuidar da criança que mora dentro de cada um
e curar as dores que sofreu enquanto ainda não tínhamos condições para desmentir as bobagens que ouvimos sem precisar.
Devemos ser mais generosos conosco mesmo.
Não devemos nos cobrar em demasia e nem ouvir a mídia,
pois esta apenas quer nos comandar.
Beijos
.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Aprendizado



nota: Acho que está na hora de eu voltar a ousar.
A vida não será capaz de recusar.

Aprendo até comigo mesmo.
Se é que posso chamar quem fui de eu.
Bom, isto já é filosofia,
o que importa é que aprendo sempre.
Quando a gente pára de aprender é porque morreu!
Estava divagando em meus sonhos.
Sempre tenho frio na barriga quando ouso sonhar.
Então busco coragem no meu âmago.
Foi quando lembrei uma ousadia minha.
Cismei, imagina, cismei em escrever para um jornal.
Jornal conceituado:
O escritório deles era só eu atravessar a avenida.
Lá estava eu, consciente que o máximo que poderia ouvir
era um sonoro NÃO!
E ouvi, bem sonoro, que respondi que voltaria até encontrar o sim.
Tantas vezes voltei, as mesmas que novamente ouvi o NÃO!
Incrivilmente eu insistia.
Havia uma energia dentro de mim que me motivava.
E tornei a tentar. Quando chego, sou informada pelo próprio autor dos nãos
que não seria possível atender-me,
pois estava saindo naquele exato momento em férias.
Respondo que falaria com quem o tivesse substituindo e fui
anunciar minha visita.
Sou atendida.
Um sim aguardava-me.
Que felicidade!
Quanta felicidade ao ler-me.
Um mês inteiro de leitura de mim.
Houve até chamada na primeira página
convidando o leitor para ler as minhas dicas de beleza.
Quanta felicidade, felicidade esta que expirou com as férias.
Foi tão bom enquanto durou.
Pensei em aguardar as próximas férias.
Mas, o anjo que me publicou, ganhou asas e voltou para o céu.
Desembarcou tão jovem, tão cheio de vida.
Junto levou um pedaço meu que queria ser escritora.
Não ousei mais desde de então.
Agora sei que está na hora.
Preciso ousar.
O tempo urgi!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Um voo estrelar


O Lucas, meu filhinho, está há dez dias na casa da minha cunhada.
Ontem nos encontramos, pois todos fomos para a mesmo local.
Foi tão bom. Estávamos com muita saudades um do outro.
Sentamos na namoradeira e ficamos conversando.
Ele narrava as aventuras no condomínio de onde está.
Contava da façanha dos meninos que soltam pipas.
Surgiu um papo gostoso, lembranças dele
de uma vez que tentei empinar uma pipa para ele,
que não consegui.
E o papo levou-me a minha infância.
Contei que não sabia empinar pipas porque os meninos faziam tudo para mim.
Como eles gostavam muito de mim, só restava eu mandar.
Como eu gostava de mandar.
Então inventei que queria uma pipa em formato de estrela.
Eles alegaram que não seria possível devido ao fato de ficar pesada demais.
Não pestanejei, disse para que fizessem as varetas bem fininhas.
Assim foi feito.
Orgulhosos deles mesmos, colocaram a estrela no ar.
Foi muita emoção para todos.
Entretanto, os outros meninos ao avistarem tanta beleza no ar,
cortaram a pipa estrela e a confiscaram.
Possuída por uma estranha energia,
pus-me a correr atrás do meu tesouro.
Corri como jamais voltei a correr qualquer outro dia de minha vida.
Corri muito e o perseguido não foi mais capaz de correr.
E passou a pipa para outro fugir.
Mantive o ritmo e a corrida.
Acho que ao longe pensavam que eu voava.
Já não me lembro mais, mas acredito que naquele momento
já estava voando mesmo com a minha vassoura invencível.
Novamente a pipa vai para outras mãos, que corriam de mim.
E, após exaustão do segundo corredor,
um terceiro renovou o fôlego da fuga.
Neste momento peguei ainda mais velocidade
e alcancei a estrela.
De volta, com a estrela nas mãos,
fui recebida por aplausos e admiração
dos engenheiros da minha pipa.
Foi um dia de glórias.
Tanto para aquela menina que sonhou e exigiu a realização,
como daqueles que não mediram esforços para concretizarem tanta ousadia.
Nesta conversa ainda tive tempo de lembrar o dia
que desejei ter a casa do Pernalonga,
esta é uma outra história,
que fez meu filhinho rir muito.
Fica para um outro dia.
Beijos amorosos!

P.S.: Acho que está na hora de eu voltar a ousar.
A vida não será capaz de recusar.

sábado, 13 de fevereiro de 2010


Saudações

Quando temos um corpo de dor assim tão intenso, possibilta grandes sofrimentos àqueles que se encontram em nosso campo energético. Esta premissa meio que justifica a filosofia de que o bom julgador julga os outros por si. Mais ainda, diz que é possível colocar o outro em nosso julgo. E revela a lei densa da existência.
Somos seres divinos, todos, mesmo os que escolheram ou foram escolhidos pelo lado sombra. Lembrando a dualidade. E a divindade merece reverências, que finaliza no início da majestade do próximo.
Assim é a sinceridade. Não podemos deixar a tal sinceridade inflar tanto o ego, pois este desconhece todo e qualquer limite. Senhor absoluto. O que causa grande confusão. Confusão esta que enreda em um mundo de sofrimento.
O mundo enclausurado liberta outros pequenos, porém densos, mundos. Rotular é mecanismo para catalogar e que coisifica os seres, a vida. Garantia de um universo ainda mais árido, onde a volatilidade de nossa existência jamais será exalada.
Dentro deste contexto todo diria você: "E daí? A nossa alma não existe mesmo."
Tudo bem. Sou obrigada, veja bem, a palavra não deixou-me espaço para contrariar sua máxima: Forçada a acatar sua verdade e lamentar. Não que lamúrias justifique, mas solidariza com o ego.
Indo além, é possível encontrar novas idéias, idéias estas que desnudam um antagonismo à sua própria fé. Idéias chamadas inspirações literárias.
Diante deste antagonismo, cesso minhas lamúrias e lanço meu desafio: Em frente de tão dura realidade, a não existência da alma e do tão complexo antagonismo, consciência deslocada: Seria eu capaz de inserir meu corpo de dor em redoma de vidro? Tal questionamento lançaria-me à outras questões: Para quê? Por quê? ...
Questões estas que delimitariam o projeto de mim. Alçando-me do empírico ao científico desvendar da minha existência.
Envolvida em viagem tão alucinante, a necessidade de expandir o corpo de dor ao mundo que rodeio seja assim domesticada.
Saudações!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010


Estive refletindo sobre a minha ansiedade.
O quanto desejei realizar as provas enquanto
a minha mão estava machucada.
Esforcei-me em demasia.
Pois quando a vida decide, deve ela ter sua lógica celestial.
Andei pensando também na máxima de abençoar
as pessoas que nos causam dissabores.
Ainda tenho certa resistência. Não tenho este amadurecimento.
Meu EGO ainda domina,
carrego a densidade existencial.
Entretanto busco estar atenta aos meus sentimentos.
Tento observar de fora o que acontece dentro do meu ser.
E encontrar uma saída deste tumulto emocional.



quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Este sapinho foi criado para ser o grande companheiro de minha filha.
O destino dele é o de ser um facilitador do caminho dela.
Ele foi concebido em uma fase meio tumultuada de minha vida.
Minha alma estava penada.
Meu coração confuso. A única certeza que tinha era do amor que sentia e sinto pelos meus filhos. Foi agarrada a esta idéia e com o forte desejo de reconstruir minha vida, sem esquecer do apoio total e incondicional de minha mana que iniciei este fantástico processo de conceber estes seres. Seres feitos de tecidos, linhas coloridas, preenchidos com algodão e animados com a eloquência comovente de meu coração.

Este sapinho acompanhou grandes momentos de minha filha.
Garantiu a entrada dela na faculdade.
A acompanhou nos piores momentos de sua jornada.
E a aplaudiu no ápice de sua conquista acadêmica.
Todavia, nem sempre ela teve esta consciência.
E o sapinho tão pouco se importou.
Ele jamais desejou honras, apenas esteve presente e assegurou
que tudo concorresse para o bem.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Coser emoção

Li outro dia a história de uma senhora que extravasava a raiva que sentia do marido fazendo bonecas de crochê.
Fiquei meditando sobre esta filosofia de vida. Na importância de transmutar a raiva em beleza. Então surgiu a questão do não saber fazer crochê e a alternativa de se fazer bonecas de panos.
Confesso, sempre fui muito apaixonada por bonecas de panos. 
Não saberei datar se esta paixão surgiu com Monteiro Lobato ou precede a este. 

Como colcha de retalhos, que é outra paixão que guardo no coração, fui emendando pensamentos e ideias pertinentes a esta alquimia de emoções. 
Foi quando lembrei-me da importância que concedo ao ato de coser. Existe magia no ato de costurar. 
Não basta apenas a ideia de conceber um trabalho manual. 
Só a fé de nada resolve, pois poderá o seu projeto jamais decolar. 
A ação, que por si só é incapaz de construir, necessita da existência da intenção.
Diante de tão complexa tarefa, deixe em cada ato uma expressão de sua alma.

Encha de desígnios cada laçada de sua agulha. 
Que seu trabalho ao final carregue uma grande energia de coração. Que seja não só a transformação do tecido e da linha em beleza, mas de todo o seu ser em evolução. 
Experimente costurar amor junto ao seu trabalho. 
Milagres serão expressos diante da sua criação.

O boneco acima foi confeccionado em um período que eu estava resgatando minha alma, meu poder pessoal. 
Um período de minha vida que guardo com muito amor em um canto privilegiado de meu coração.
Beijos!

domingo, 31 de janeiro de 2010

A alma precisa de afagos


Uma época deixei a minha alma perdida. Oh, como dói quando a gente perde a alma. O pior de perder a alma é que a gente fica tão perdido que nem sabe que nossa alma está perdida. E a dor só é sentida quando enfim deslumbramos nossa alma. Que encontra-se tão distante, praticamente não a enxergamos. Porém esta dor é um sinal de alerta. Uma luz no fim do túnel. Através dela torna-se possível resgatar a alma perdida. A alma penada! O resgate é tão restaurador. Devolve a vida. A felicidade de sermos quem somos. Então, vamos cuidar bem de nossa alma!
E lembre-se, você é importante por ser quem é! Beijos!

sábado, 30 de janeiro de 2010

Colhi trechos de um texto sobre gatos para partilhar. Confesso, senti-me muito bem, pois tenho uma relação com os gatos de forma singular.


"Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não transa o gato. Ele aparece, então, como uma ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério. O gato não se relaciona com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência. Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas exigentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago. A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento."

Arthur da Távola

sábado, 23 de janeiro de 2010


A última postagem foi meio que um desabafo. Estou meio sentida comigo, pois já faz quase um ano que desejo fazer algo e nada fiz. Melhor, pelo menos, agora, pensei formas de ser útil. Ontem acho que cheguei à um início.
Deixa eu explicar-me direito: Quando estou indo para o hospital estagiar, passo em frente ao presídio. Anterior à este ano eu passava em frente ao presídio todos os dias que ia às aulas. Naquela época até buscava sentar-me ao lado dos bancos que eram contrários à visão do presídio. Sofria muito ao enxergar a prisão. Ainda sinto dor, pois lamento muito pela vida daquelas pessoas. Sei que lá há muitos que são do mal. Mas acredito que a maioria poderia ter encontrado um destino melhor acaso houvesse apenas uma alma qualquer que lhes doassem amor. Como poderá manifestar o bem se não foi criado espaço para ele? Ninguém pode dar aquilo que não tem. Portanto, como serei capaz de lançar meu dedo em riste para acusar seja lá quem for?
Então, ano passado na minha última apresentação da disciplina de Higiene Social, uma colega da equipe, que faz estágio no presídio, levantou a questão da qualidade de vida das presidiárias. Ela falou de como elas são carentes de tudo. Narrou o clima e o espaço no qual elas estão confinadas. A professora havia estado lá em visita e confirmou a situação das mesmas.
Desde desse dia, desejei fazer algo. Aquela informação ficou cravada em meu peito. Porém, vaguei com minhas idéias, mas nada de concreto efetivei.
De uns tempo para cá venho buscando textos, palavras que penso serem boas para eu levar para elas. Pensei em selecionar um texto, xerocar e levar uma folha para cada uma delas.
E só ontem fui capaz de externar o meu desejo. Fiquei satisfeita, visto que encontrei as primeiras palavras.
Entretanto, foi até engraçado, pois quando deitei-me para dormir, ouvi bem direitinho que eu terei que ter muito compromisso, pois afetarei pessoas e estas não podem serem decepcionadas mais uma vez, visto que são seres humanos muito sofridos.
Tenho esta consciência. Mas tenho fé que serei capaz de manter as palavras fluindo até os corações destas pessoas.
Bom, vou tentar com toda força. O bem que a gente faz a outro nada mais é do que alimentar a própria alma. Chega a ser egoísta esta constatação. Mas é a mais pura verdade.
Já contei, mas repito, minha mãe sempre pedia para a gente fazer um minuto de silêncio para a paz no mundo. E a gente fazia e era muito bom. As tarefas pesadas também eram oferecidas para a paz do mundo. Até hoje acho que não é válido, pois todas as vezes que ofereço um determinado sacrifício para a paz do mundo, o peso desaparece. Sei lá, mas fica tão mais fácil quando é para a paz do mundo. Experimenta quando estiver com algum tipo de fardo ofertar para a paz do mundo. Depois conta-me!


sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Palavras para aqueles que precisam


Um pedaço de papel pode levar uma nova vida para aqueles que estão precisando da gente:
Idosos, crianças órfãs, prisioneiros, enfim, qualquer pessoa carente de compreensão.
Existem pessoas em meu caminho que preocupo-me em fazer algo, mas infelizmente ainda não fiz. Hoje, após ler Sete Vidas de Tom Coelho, tive esta inspiração:

Olá, quero a sua amizade. Quero a amizade de cada um. Quero passagem para entrar em seu coração e entender o seu mundo emocional.
Faz tempo que estou tentando aparecer em sua vida em forma de palavras. Então, isto significa que faz tempo que estou escolhendo textos bonitos para você ler.
Quase todos os dias, melhor, pelo menos duas vezes por semana, passo em frente a sua atual morada. E sempre me cobro as palavras que não escrevi ainda para você.
Hoje passei em frente a sua atual morada. Fiquei triste por não ter cumprido a promessa que fiz à mim de entregar-te as palavras bonitas.
Que bom que consegui escrever estas poucas palavras, pois já é o começo.
É tarde, muito tarde. Preciso dormir. Gosto de dormir, pois nestes momentos tenho passagem para sonhar.
Sonhar é muito importante. Gosto de sonhar. Por isso gosto de dormir. Quero partilhar com você uma descoberta que acabo de fazer. Um truque bom para despertar o sono. É assim:
Coloque os dedos polegares nos ouvidos e pouse de maneira suave os outros dedos nos olhos. Este exercício abre a porta de nossa alma e acessa a visão do coração, que fica entre as sobrancelhas. Insista com este exercício, com a prática logo encontrará o caminho.
Fui.
Mana, eu te amo!