sábado, 31 de outubro de 2009

Vida em curso

Seja seu melhor amigo e se aceite exatamente como é.
Acolha-se!
O céu está com um tom azul esverdeado, permeado de dourado.
No fundo um coqueiro sacode sua existência ao lado de uma árvore caduca.
A vida sempre continua, como um rio e deságua no local onde há abundância!
Sacode sua existência ao lado de árvores caducas,
mas lembra que essas recuperam suas folhas,
recupera suas folhas também,
todas estão dentro de você,
todas esperando para serem escritas pela seiva de sua vida.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Revivendo!



“....não estou triste, estou apenas cansada...” Existem frases que são capazes de mexer com o nosso eu mais obscuro. Passam-se anos escondendo, negando, articulando um sentimento, uma emoção, uma dor. Mas até onde é verdadeira a afirmação acima? Já parou para analisar quando fala esta frase?
Cobra-se que as pessoas sejam sempre felizes, bonitas e sadias. O feio, a morte, o sofrimento são todos escondidos com lentes cor de rosa. O cansaço, ah, esse pode existir, pois é filho do trabalho, árduo, constante, esse tem valor, espaço conquistado, direito adquirido. Afinal, é ele quem promove o sucesso, o bem estar financeiro, a garantia de fartura. Bom, esse tem razão e direito de existir, mesmo que escravize, isso é apenas detalhe. E a ira, aonde é autorizada? Não, definitivamente não! Quer ter amor? Então a ira não pode ser vista, esconda-a de si mesmo, que o consuma por dentro, mas nunca, nunca mesmo deixa ser vista.
Loucura, insanidade ou lucidez, o que você procura? Quem quer enganar? Acha-se mesmo capaz? Quantos anos se suportam viver sobre a ótica de lentes cor de rosa?

Mas quebrar uma visão pode ser perigoso, como pousar os olhos, como lançar novo horizonte? Há o medo que paralisa. O chão que teima em faltar. Movimento, que altera a realidade, esse cisma em não acontecer. Para onde vai aquele que apenas usufrui a vida, que caminho percorrem? E aqueles que não se preocupam com os arrebatamentos do outro, que frutos alcançam?

Dor, sofrimento, medo, consomem, matam, destroem. Fênix, suas cinzas são sua vida refeita, costurada, emendada, que diferença faz, o que se faz necessário é apenas o desejo de tê-la restaurado, reescrito e reinventado. Vida, olhar, loucura, tudo se mistura, tudo é real, mas a matéria de que é feito pode ser utilizada para preparar novo banquete. Pensamento em movimento. Cinética do pensamento, luz.
Então pare! Pare sua vida, pare seu momento, sinta, olhe. Entretanto sinta, permita-se sentir, seja o que for, apenas sinta. Não só olhe, veja. Se não gostar, troque, altere, mude. Coragem, força, todos somos capazes de fazer algo por nós mesmo. Jamais se abandone.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Segunda saudosa!

Segunda-feira,refaço o meu percurso. Vou sorrindo por dentro, creio que tal sorriso se expressa em meu rosto; entro na biblioteca como se entrasse em um palácio, meu ainda por cima. Fui recebida com beijos e abraços, pois sou amiga de todos que lá trabalham. Meus olhos percorrem as prateleiras com certa ansiedade; abraço os livros que tanto almejo, apenas não os beijo, olha o mico, mas todo movimento é de reverência. Afinal, estava no meio dos tão amados e desejados livros, que tanta saudades me causam. Surpresa maior, junto à Clarice estava Sandra Lyon, escritora que conquistou meu coração ao primeiro olhar. "O tecedor da chuva" quanta criatividade tem essa mineira de Alfenas, amei o jeito que ela escreve, fiquei inspirada. Pois sempre quis escrever, mas escrever como Clarice não é uma tarefa fácil, o meu estilo, meio complicado, não tenho a bagagem de Clarice, que é um gênio para retratar a alma humana. Entretanto, senti certa identificação com Sandra Lyon.
Perdas necessárias, olhos correndo ansiosos nas prateleiras, eis que de repente surge, verde, cor da cura, “Perdas Necessárias”, abraço fortemente, um sentimento de reencontro. Judith Viorst junta-se à Clarice. Juntas tentam resgatar uma história que foi perdida, a minha história pessoal. Clarice grita: “é perigoso desfazer dos piores defeitos, pois nunca se sabe o que faz a estrura do edifício”.
Sim! Houve uma perda de uma fase ruim, negra, mas era o que estruturava o edifício, que sustentava um imóvel entregue as baratas, que se desfazia aos poucos, desmoronava em si mesmo, desintegrando toda uma existência. Entretanto era só o que existia, existia? Não, não se pode chamar de existência algo que não celebra a vida, e a vida já há muito não era festejada. Então: perda necessária.
Bom, Clarice veio para casa comigo, insistiu que a Sandra viesse junto. Agora estamos aqui reunidas com Judith Viorst, aguardem grandes novidades.
Participem, postem suas aventuras, seus sonhos, suas idéias, postarei meus devaneios.

Escrevi este texto em 2007. Acho interessante, pois retrata a minha busca pela vida e hoje posso garantir que encontrei a capacidade de celebrar a vida!
Tenho outros textos, mostra bem a luta para adquirir capacidade de festejar a existência. Gosto de postá-los, pois quem bem me conhece pode sentir na escrita o quanto sou diferente hoje.
Para mim é um exercício; é uma forma de ampliar minhas buscas e a minha confiança na vida. Muito já temi a vida e, talvez por isto mesmo, muitos obstáculos tive que vencer. E muitos obstáculos ainda tenho que superar, entretanto, sinto-me tão viva, tão grata ao dom da vida, que estes obstáculos são apenas experiências para ampliar a minha capacidade de viver.




quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Praia Joaquina





Praia Joaquina

Era o ano de 1990, mês de janeiro, época de muito sol, praia, crianças pequenas, tudo de bom! Minha sogra havia recebido a visita de um padre amigo da família e me convidou para acompanhá-los nos passeios. Todo turista, naquela época, tinha que conhecer a praia da Joaquina, famosa pelo Surf. Hoje seria a praia Mole. Bom, fui com um maiô preto. Estava acompanhada pela minha sogra, minha cunhada, pela filhinha dela (2 anos), pelo meu filhinho (2 anos), pela minha filha (3 anos) e pelo padre, que não usa batina na praia, é claro.
As crianças gritavam o tempo todo: Mãeeeeeee!
Tudo bem, era o meu maior prazer, só que parecia que as três crianças eram minhas, tudo bem também, pois amo ser mãe. É a profissão que mais gosto, pois tem muitos desafios, e como tem desafios!
De repente percebo um rapaz acompanhando todos os meus passos. No que pensei: "Meu Deus, será que ele é maluco?"
..... "Só pode ser maluco...." pensava eu, meio desesperada......
O rapaz continuava me acompanhando, não só com os olhos, aonde ia ele ia atrás. "Só pode ser maluco..." continuava eu pensando.Então, ele analisou bem o grupo que me acompanhava, deve ter imaginado, à princípio que o padre era meu marido, que as crianças eram todas minhas, sei lá, mas depois de muito olhar, respirou fundo e caminhou em nossa direção. Enquanto ele vinha eu me deseperava: " louco de pedra, Joaquina, praia de lindas mulheres, só tem modelos, por que logo eu?"
Quando ele alcançou nossa mesa disse: Posso sentar-me ao SEU LADO?
Respondi tão seca quanto grossa: Pode mas sou casada e estiquei a mão esquerda para exibir a aliança, a qual hoje só por pirraça não uso mais.
O rapaz, hoje um herói para mim, com toda sua coragem, engoliu seco e disse: " percebi que você tem muita preocupação com seus filhos e pensei em ajudá-la para que possa aproveitar melhor a praia."
Com um tom mais suave, respondi: " Tudo bem, faça como quiser"
O rapaz saíu e ficou cuidando das crianças, o tempo todo. Nisso o padre falou comigo: "
"Elisa, as pessoas precisam de elogios, isso é muito importante para a alma, você errou. Devia ter deixado o rapaz massagear seu ego, ele teria dito que você é maravilhosa, encantadora, muito linda e etc. Você ouviria tudo e gentilmente agradeceria e só então informaria que é casada."
Sempre lembro desse episódio, pois eu só poderia estar precisando daquela massagem.
Perdi a massagem no ego, mais ganhei a lição. Por que é tão difícil aceitar elogios?
Vezes sou minha pior inimiga. Vamos fazer um pacto?
"Só hoje serei gentil comigo!"

Hoje já sei aceitar elogios e aos quarenta e dois anos não posso me dar ao luxo de recusá-los!
E nem quero, é tão bom receber elogios!

domingo, 18 de outubro de 2009

Meu segredo


Tempo atrás criei um sonho muito bom de ser sonhado. Passei a sonhar acordada, ficava feliz, sorria, havia um brilho gigante em meus olhos. Mas meu sonho sofreu contaminação do negativo, do pessimismo, então passei a meio que pesadelar acordada. Comecei a imaginar pessoas que me fizeram mal desejarem fazer-me mais mal por causa da realização do meu sonho. O medo invadiu minha alma, o brilho dos meus olhos foi apagado, meu corpo ficou cansado. Isso que meu sonho ainda nem foi realizado. É a lei do Segredo, ou seja, não me via mais merecedora, ou já estava dando poderes às pessoas, tirando, diminuindo ou mesmo aniquilando o meu poder pessoal. Então ontem antes de deitar-me para dormir, uma energia invadiu meu ser: " Por que está tirando de si sua felicidade? Por que não está se permitindo sonhar? Por que não se acha merecedora? Decidi, preciso de minha amizade, preciso cuidar de mim, preciso aceitar que posso e devo ser feliz. Hoje estou melhorando, mas farei as preces que estão em meu caderno e a oração do Amor. Quando meu sonho for concretizado, todos saberão e vocês poderão ter mais fé em seus sonhos, assim como eu, que estou lutando para vencer minhas limitações. No momento repetirei para mim mesma:

"para não enxergar a traição dos adversários, nem acusá-los com maior severidade do que a mim mesmo."

Escrevi o texto acima dois anos atrás. Hoje nem lembro mais qual era o sonho bom. Entretanto, hoje estou muito diferente da Elisa acima. Estou tão confiante, tão cheia de esperanças. O meu coração está tão cheio de gratidão, ternura, amor e confiança. Isto tudo graças ao anjo bom que questionou-me, que fez eu buscar o verdadeiro caminho. Jamais tive tanta felicidade de estar viva. Estou vivendo uma fase cheia de problemas, mas tenho tanta fé na vida, tanta felicidade e gratidão. E estou rodeada de pessoas maravilhosas. Nem tenho palavras para expressar o quanto sou grata e feliz por existir, por ter o dom da vida.
"Obrigada Senhor por mais um dia!"

sábado, 17 de outubro de 2009

Partilhando a terapia holística de Silvana Giudice:


"Uma forma infalível de você testar se realmente perdoou a si mesmo ou alguém é recordando o incidente com detalhes, sem se alterar.Existe também uma técnica que consiste em declarar: Eu (ou ele-ela) mereço (merece) ficar livre disso: todas as vezes que o sentimento ou a lembrança surgir. Em seguida, você envia para a pessoa envolvida um sentimento de amor ou benção.Você faz isso independentemente do que acredita no momento, porque estamos começando por alterar uma crença para conseguir a liberação.No início, se o incômodo for muito grande, tente ao menos enviar uma pequena quantidade. Digamos uma bolinha de 1 cm de diâmetro por 1 segundo. Tão logo puder vá aumentando a quantidade sem forçar!Alguns clientes aumentaram diâmetros de quase 1 metro até um minuto inteiro. Sinal de total liberação!Conceder o perdão que o outro necessita nos faz fortes emocional e espiritualmente."
Silvana Giudice

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Partilhando minha leitura


Quando leio um livro, sinto-me como se estivesse conversando com o autor. Então, muitas vezes irei referenciar como se eu tivesse ouvido o que estiver relatando. Também gostaria que todos os membros da comunidade interagissem comigo, seja concordando, seja expondo sua opinião, seja me desafiando, enfim, que juntos possamos crescer dentro desta vivência que o Livro Despertando sua Energia nos proporciona. Então, vamos papear? A Lenda:
A Márcia narra uma belíssima lenda. E ao entrar em contato com a lenda sinto despertar dentro de mim a necessidade de trabalhar as lendas que existem em meu coração. Pergunto-me: "mas afinal, o que é a lenda?" Minha criança interior responde: - Lenda, dona Elisa, é a verdade disfarçada em contos de fadas. Fico refletindo o que a minha criança disse. Acolho com amor aquelas palavras. Tenho vontade de questionar um pouco mais. Nisto escuto a gargalhada tão gostosa da minha menininha. Fico contaminada com a alegria dela e ouso rever as minhas lendas. Porém fico confusa, pois muitas lendas saltam de meu coração. Eu não tinha a menor noção de como é grande o meu repertório de lendas. São tantas, mas tantas que nem sei ordenar, entretanto, tento. A primeira lenda: Sempre será o meu pai. Porque é a maior lenda que conheço. Um fênix. O meu pai é um fênix disfarçado de pai.
Sim, talvez seja meio difícil de entender, mas com o tempo, a gente partilhando nossas impressões, você, caro amigo leitor, há de entender a minha maior lenda.
Todas as vezes que meu pai entrava em uma grande dificuldade, após um período de sofrimento, eis que ele ressurgia, forte e poderoso. Minha criança o enxergava renascendo, literalmente, das cinzas. Eis que é a pura verdade. Hoje vejo que o sofrimento nem era necessário, talvez até sim, para que eu soubesse que sempre podemos ressurgir. Sempre poderemos tentar novamente. Deixo um desafio: Vamos ser fênix?

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Divina Providência

Quando a oração responde


O meu meio de transporte é a bicicleta.
Para chegar ao meu destino,
utilizo a ciclovia.
Para alcançá-la,
atravesso a avenida Beira-Mar.

Um rapaz transita em sua bicicleta,
sorrateiramente, sem zelos e sem preocupações.
Atravessa sem aguardar o sinal abrir e
sem avaliar as verdadeiras conseqüências.

Fecho os olhos e peço ao Universo:
"Cuida deste menino!"
O sinal abre, vou,
na ciclovia passo pelo rapaz,
que está parado.

Agradeço, pois vejo aquela parada como
providencial,
sigo,
sou ultrapassada.

O rapaz, na ultrapassagem, fala comigo.
- "Ando muito de bicicleta, já não temo mais"
- Sua vida é sagrada, precisa cuidar,
vi quando atravessou o sinal.
Orei por você, para que saiba que sua vida é linda,
precisa ser bem vivida.


- "Tem razão, vou cuidar mais."
Cuida mesmo.
Então pegou velocidade,
olhou para trás e disse:
- "Muito obrigado pelo carinho."

Então uma energia divina
brotou dentro do meu coração.
Pois vi a transformação de uma simples
oração.

Um véu caiu e uma outra realidade surgiu.
Com muita alegria.
Novo caminho o menino seguiu .
Com uma nova postura.

Um simples gesto de ternura
criou uma magia.
A vida é tão linda!
Tão linda, tão linda, tão linda
e tão simples!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Celebrar a vida

Estou em uma fase de minha vida que precisa de muita transformação. Porém nunca estou sozinha, sempre encontro a luz, mesmo nas situações mais difíceis.
A vida está apresentando seus desafios e eu estou os recebendo de braços abertos. Tenho trabalhado meu ego, meu orgulho e seguindo de cabeça erguida.
Todos os dias busco um motivo para ser muito feliz e encontro, nem que seja um majestoso urubu pousado em uma árvore. Estou tentando não desesperar-me com os problemas. São mestres para o meu crescimento.
Por isso celebro o dom da vida todos os dias. Meu coração está cheio de amor e gratidão por todos que estão a minha volta.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Permita-se ser feliz


Problemas, todos nós temos.
Dificuldades, todos nós temos!
Vida, todos nós temos!
Alegria, todos nós podemos ter.
Entretanto muitas vezes nós negamos o dom da alegria.
Alegria é o pulsar da vida.
É movimento.
Libertação.
Libertação de qualquer tipo de amarras.
A vida precisa fluir.
Precisa estar livre de ressentimentos,
mágoas e falta de perdão.

“Quando negamos o perdão ou o amor a alguém, por qualquer motivo, ficamos presos a tantas coisas antigas, que as boas não conseguem chegar até nós. Ficamos privados do bem de que privamos os outros.” Iyanla Vanzant