terça-feira, 3 de setembro de 2013

Memórias de leitura



Ler sempre foi um desejo ardente que consumia minha alma de criança.
Estranho desejo, nem saberia dizer de onde surgiu.
Nasci em uma época em que livro não era assim tão comum.
Talvez o berço do qual venho não tivesse livros assim tão disponíveis.
Olhando agora, percebo uma grande diferença.
Hoje os livros estão em todos os lugares.
Gosto muito disso.
Mas, naquela época, lembro-me de ver um livro.
E eu nem sabia ler.
Perguntei e descobri: A Escrava Isaura, de Bernado Guimarães.
Não saber ler foi uma barreira para aquele livro, mas não um limite.
Insisti e insisti muito.
Conseguia juntar as vogais com as consoantes,
mas as palavras que se formavam não faziam um sentido literário.
Aos seis anos, enfim, consegui minha vaga na escola.
Agora as palavras que se formavam faziam sentido.
E tive o privilégio de poder ler: A Ilha perdida de Maria José Dupré.
Foi o fato mais fantástico que aconteceu naquela época para mim.
Acredito que foi ali que criei o hábito de ler e
levar os personagens para conviver com a minha família.
Depois ganhei de presente um livro lindo:
Emília no País da Gramática, do Monteiro Lobato.
Entretanto, livros infantis não eram ofertados assim.
Mas, quando brota o gosto pela leitura, todo e qualquer livro é sempre bem vindo.
E apaixonei-me por Camões, Os Lusíadas;
Khalil Gilbran, que era moda naquele tempo.
Cecília Meireles, Vinícius de Moraes entre tantos outros poetas;
Ruth Rocha com seu encantador Marcelo, Marmelo, Martelo.
O Menino do Dedo Verde do Maurice Druon.
Assim fui caminhando, encontrando livros e encantando-me com cada nova leitura.
Ler é muito mais que um prazer, é uma terapia;
Uma viagem no tempo e no espaço.
Ler é colorir a vida.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Flores de Inverno, reencontrando a alma



Há dias que são tão cinzas, que nossa alma chora e pensa que não quer mais a vida. 
Entretanto, são esses dias que guardam, acolhem a luz maior de nossa existência.
Apenas guardam, jamais tomam, porque a luz é a própria vida.
E a vida é estar presente em cada momento; pois cada momento insere um aprendizado; um reconstruir e aperfeiçoar quem somos e para quem somos.
Flores do inverno são presentes que recebemos da vida. 
São os encontros que fazemos e vivemos a cada momento. 
São sinais que nos conduzem e enfeitam a existência.
Buscar as respostas que norteiam nossa vida é desbravar o caminho que nos conduz para a realização de nosso propósito maior.
E o silêncio é o mestre que fala ao nosso coração.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

O quanto é importante acalentar nosso ser


Para os xamãs, cada pessoa é um remédio para o mundo e para si mesmo;
Entretanto, só se é remédio quando se está em estado autêntico e equilibrado.
Acalentar--se é uma forma de manter essa autenticidade e equilíbrio;
Acalentar é passar um tempo diário reconhecendo suas qualidades. 
É indicado pelo menos dez minutos de acalento diário.

sexta-feira, 21 de junho de 2013



Posso errar?
Oh, como queria dar-me esse direito.
Claro que erro, mas erro por estar tentando fazer certo
E fico tão sentida comigo.
Esse é outro erro.
Não deveria
Nossa, outro chavão:
deveria
Céus, preciso de um tempo
para reorganizar as ideias.
E acostumar com essa nova ideia
Estava tão habituada a minha antiga "idéia"
Ideia e "idéia", que ideia, né?
* Inspirada por leitura de Leila Ferreira  que é jornalista, apresentadora de TV e autora do livro "Mulheres – Por que será que elas..." 

terça-feira, 18 de junho de 2013

Passeata em Florianópolis

Foi sem programar, mas, lá estava eu: escoltando os policiais.
Sim, escoltando os policiais. Escoltando em nome do amor.
Fui pedindo para que respondessem apenas com amor.
Que a resposta seja o Amor.
Não obedeçam ordens contrária ao Amor.
Um policial perguntou se eu havia usado drogas, caso não, que eu passasse e fosse embora; coloquei meus pés bem firmes no chão, olhei nos olhos dele, ele tirou os olhos; então eu disse que honrava o guerreiro que ele representa: guerreiro da paz. E repeti o meu discurso pedindo amor. Os carros de polícia fechavam os vidros para não ouvirem eu pedindo paz; os que não fechavam os vidros, eu fazia meu discurso e agradecia por me ouvirem.
E, como eu estava de bicicleta, fui percorrendo a passeata buscando os mascarados; Explicava para eles não usarem máscara, pois os arruaceiros que tiram a tranquilidade do movimento entram mascarados. A maioria entendia, mas havia uns que não, eram até agressivos e eu perguntava:
Por que, você é um infiltrado? Você é um arruaceiro?
E assim eu fui até chegar na ponte. Quando todos chegaram lá, decidi que já era tempo de eu voltar para casa.
Voltei pedindo aos policiais, que eu encontrava pelo caminho, a mesma postura:
Que a resposta seja o Amor.
Não obedeçam ordens contrária ao Amor.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Desafios

Hoje enfrentei muitas adversidades.
Fui tentar iniciar a construção da minha casa.
O desafio é gigante, mas tento olhar para ele como se fosse diminuto.
Há um duelo dentro de mim, onde uma parte berra que estou louca e outra que grita que loucura é abrir mão dos meus sonhos.
Mas que sonho é esse?
Simplesmente é o meu sonho, é o que me move, é o que me faz flutuar.
Poderia ter outros sonhos?
Sim poderia, mas não quero.
Estive refletindo, talvez o ideal seria não ter sonho nenhum.
Viver só aceitando o que vem e quando vem.
Ficar sentada, parada, só acatando o que chega.
Sem querer fazer nada, sem desejar nada, sem nada, nada mesmo;
Mas isso tem cheiro de depressão.
Sinceramente, isso não quero de jeito nenhum
Tenho um sangue quente, que ferve quando vejo algo que não concordo.
Vai ver que é essa a minha missão: desistir.
Desistir e nada querer.
Entretanto, isso parece tão contrário a vida.
Tão contrário a alegria genuína que sinto quando ouso sonhar.
Escolho acreditar :)

terça-feira, 5 de março de 2013

Natal


Há muito significado em mais um ano que recebo de presente.
Que eu seja digna e faça desse ano o melhor ano.
Gratidão por cada pessoa que existe em minha vida.

Estou refletindo, analisando e avaliando quem sou e quem fui. Agora já está chegando o tempo de decidir quem serei nesse novo ano.
Desejo ser uma Elisa melhor, mais presente e mais humana.
Que haja muita irreverência, que eu permita-me sonhar e nunca temer a caminhada para realizar. 
O Universo conspira ao nosso favor, sempre.
Feliz dia para todos.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

A viagem de bicicleta da minha filha, uma aventura boa


Aventura boa mesmo. E eu fico muito feliz, pois ela carrega dentro dela muito da Elisa adolescente, a Elisa corajosa e cheia de auto-estima que fui. 
Nunca viajei assim, mesmo porque, eu nem sabia que existia isso: viajar de bicicleta.
Se eu soubesse, teria feito. Ou, se ao menos eu tivesse desenvolvido isso na imaginação. 
Não viajei, viajei, mas que eu seguidamente percorria a estrada Rio-São Paulo de uma cidade para outra, ah, isso eu fazia  e como fazia. 
Carrego histórias, deste tempo, de sobrevivência mesmo. 
Pois a Elisa adolescente também era muito, mas muito distraída mesmo. 
Fazia viagens com a  imaginação.
Foi assim que fui salva, em uma curva da Presidente Dutra, não uma curva qualquer, mas a curva, daquelas bem bonitas, redondas, que desperta a criatividade, pois nunca se sabe o que há após aquela imensa volta. 
Estava retornando para casa, eu morava em uma entrada desta rodovia; 
Meu pai amorosamente sempre me pedia para voltar pelo morro, contornando a Dutra; mas eu, tão jovem, tão cheia de mim mesma, acreditava ser tudo possível.
O dia estava tão lindo, e o Sol estava fazendo um verdadeiro espetáculo se pondo na Mata Atlântica. 
E eu estava tão feliz, então coloquei os cabelos para cima e segurei com a mão e continuei pedalando, mas agora minha atenção estava toda naquele belíssimo por do sol.
Guiando a bicicleta com apenas uma mão e olhando para o céu, inevitavelmente direcionei-me para o meio da pista. 
Eu estava exatamente naquele ponto da curva que os outros motoristas não podem ver o que há à frente deles. Um motoqueiro passou em alta velocidade, buzinando e apontando para trás, havia muito desespero em seus gestos; olhei para trás e foi a conta de jogar-me no acostamento. Apenas ouvia, zumpiiii, zumpiiiiiii, zumpiiiiii; Nossa foi por um triz. Eu iria partir desse mundo muito feliz, mas nunca as pessoas saberiam disso e deixaria uma imensa dor. 
Tenho certeza que se houvesse como aquele motoqueiro retornar, voltaria e me daria uma grande bronca; mas nem era preciso, aprendi a lição. 

E, em troca, sempre cuidei em fazer a minha vida valer, pois assim estou retribuindo o grande favor de ter sido salva. 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Rosa Azul

O dia está lindo.
Está azul.
Conecte-se com a energia criativa do azul.
Presentei-se com momentos singulares de paz e harmonia;
Você merece :)