segunda-feira, 28 de março de 2011

Desapego

A maioria das pessoas têm muitos obstáculos para serem vencidos
Uns tão pesados, que nem sei como faria.
Então pensei isto após ler um desabafo:


Nossa, situação meio triste
E eu ainda reclamo
Muita ousadia da minha parte
Por isso estou tentando fortemente
Não fazer dramas
Desapegar do ego
Desapegar de querer coisas materiais
Desapegar de tudo
Reconhecer que viver na terra é uma experiência sagrada
Ser mais grata
Sorrir mais
Enfim, estou tentando
Mas nem sempre consigo
Acho que faz parte da densidade humana
Mas continuo tentando

domingo, 20 de março de 2011

Amor Yin e Yang


O amor é assim, cheio de mistérios e repleto de desafios.
Para amar é preciso enxergar além da imagem e alcançar a simbologia dos fatos.
Acima de tudo ter confiança e leveza.
E saber que a vida está aqui para agradar você.
Sempre.

Encontrei essa jóia de foto no blog de uma linda e inteligente menina:
http://modorraburlesca.tumblr.com/

sexta-feira, 11 de março de 2011

Carta sobre a felicidade

Uma partilha:


Carta sobre a felicidade

(a Meneceu)

Epicuro envia suas saudações a Meneceu

Que ninguém hesite em se dedicar à filosofia enquanto jovem, nem se canse de
fazê-lo depois de velho, porque ninguém jamais é demasiado jovem ou
demasiado velho para alcançar a saúde do espírito. Quem afirma que a hora de
dedicar-se à filosofia ainda não chegou, ou que ela já passou, é como se
dissesse que ainda não chegou ou que já passou a hora de ser feliz. Desse
modo, a filosofia é útil tanto ao jovem quanto ao velho: para quem está
envelhecendo sentir-se rejuvenescer através da grata recordação das coisas
que já se foram, e para o jovem poder envelhecer sem sentir medo das coisas
que estão por vir; é necessário, portanto, cuidar das coisas que trazem a
felicidade, já que, estando esta presente, tudo temos, e, sem ela, tudo fazemos
para alcançá-la. Pratica e cultiva então aqueles ensinamentos que sempre te
transmiti, na certeza de que eles constituem os elementos fundamentais para
uma vida feliz.

Em primeiro lugar, considerando a divindade como um ente imortal e bem-
aventurado, como sugere a percepção comum de divindade, não atribuas a ela
nada que seja incompatível com a sua imortalidade, nem inadequado à sua
bem-aventurança; pensa a respeito dela tudo que for capaz de conservar-lhe
felicidade e imortalidade.
Os deuses de fato existem e é evidente o conhecimento que temos deles; já a
imagem que deles faz a maioria das pessoas, essa não existe: as pessoas não
costumam preservar a noção que têm dos deuses, ímpio não é quem rejeita
os deuses em que a maioria crê, mas sim quem atribui aos deuses os falsos
juízos dessa maioria. Com efeito, os juízos do povo a respeito dos deuses
não se baseiam em noções inatas, mas em opiniões falsas. Daí a crença de
que eles causam os maiores malefícios aos maus e os maiores benefícios
aos bons. Irmanados pelas suas próprias virtudes, eles só aceitam a
convivência com os seus semelhantes e consideram estranho tudo que seja
diferente deles.

Acostuma-te à ideia de que a morte para nós não é nada, visto que todo bem e
todo mal residem nas sensações, e a morte é justamente a privação das
sensações. A consciência clara de que a morte não significa nada para nós
proporciona a fruição da vida efémera, sem querer acrescentar-lhe tempo
infinito e eliminando o desejo de imortalidade.

Não existe nada de terrível na vida para quem está perfeitamente convencido
de que não há nada de terrível em deixar de viver. É tolo portanto quem diz ter
medo da morte, não porque a chegada desta lhe trará sofrimento, mas porque

o aflige a própria espera: aquilo que não nos perturba quando presente não
deveria afligir-nos enquanto está sendo esperado.

[...]

O sábio, porém, nem desdenha viver, nem teme deixar de viver; para ele, viver
não é um fardo e não-viver não é um mal.

[..]

De todas essas coisas, a prudência é o princípio e o supremo bem, razão
pela qual ela é mais preciosa do que a própria filosofia; é dela que
originaram todas as demais virtudes; é ela que nos ensina que não existe
vida feliz sem prudência,
beleza e justiça, e que não existe
prudência, beleza e justiça sem felicidade.

Porque as virtudes estão intimamente ligadas à felicidade, e a felicidade é
inseparável delas.

[...]
Medita, pois, todas estas coisas e muitas outras a elas congêneres, dia e noite,
contigo mesmo e com teus semelhantes, e nunca mais te sentirás perturbado,
quer acordado, quer dormindo, mas viverás como um deus entre os homens.
Porque não se assemelha absolutamente a um mortal o homem que vive
entre bens imortais.

Tradução baseada na edição de Arrighetti. Epicuro. Opere. Torino, 1973.

©2007 CEFA e Portal Brasileiro da Filosofia
-- 

domingo, 6 de março de 2011

Minha festa

Vezes somos tão rígidos,
tão presos à conceitos e ideias
que limitam e provocam medos e amarguras.
Quanto desperdício de vida.
A vida está aqui para ser celebrada,
para ser valorizada.
Ainda bem que busco as boas leituras
e assim consigo perceber a rigidez e alterar 
o destino da energia.
E a mudança de vibração altera
toda a visão do mundo,
transforma em luz
o que era escuridão.
E toda e qualquer revolta em 
profunda compreensão.
Hoje foi meu aniversário
E pelo dia lindo e mágico que vivi,
deixo minha gratidão.
Sinto-me privilegiada pelo dom da vida.
Celebre o dom de sua vida todos os dias.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Meu aniversário



Significa que tenho direito à vida
Que mereço festejar
Que sou bem vinda.
Entretanto hoje nego
Nego que sou bem vinda,
pois sinto que não sou
Não sou bem vinda
Não sou importante.
Não tenho valores
Se vou à festa, essa pode até
 receber o nome de 
Aniversário da Elisa
Mas é apenas uma denominação,
uma máscara de carnaval
Porque pouco ou nada importa
que a festa se chame 
aniversário da Elisa
O que conta é se tem bebida
e se tem banquete
E se tem uma Elisa serviçal
Mas eu também não celebro
essa Elisa
Uma Elisa boçal
que tem medo de ser quem é.
Hoje sou uma Elisa revoltada
Uma Elisa ruim, 
quase do mal.