sábado, 30 de janeiro de 2010

Colhi trechos de um texto sobre gatos para partilhar. Confesso, senti-me muito bem, pois tenho uma relação com os gatos de forma singular.


"Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não transa o gato. Ele aparece, então, como uma ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério. O gato não se relaciona com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência. Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas exigentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago. A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento."

Arthur da Távola

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