domingo, 31 de janeiro de 2010

A alma precisa de afagos


Uma época deixei a minha alma perdida. Oh, como dói quando a gente perde a alma. O pior de perder a alma é que a gente fica tão perdido que nem sabe que nossa alma está perdida. E a dor só é sentida quando enfim deslumbramos nossa alma. Que encontra-se tão distante, praticamente não a enxergamos. Porém esta dor é um sinal de alerta. Uma luz no fim do túnel. Através dela torna-se possível resgatar a alma perdida. A alma penada! O resgate é tão restaurador. Devolve a vida. A felicidade de sermos quem somos. Então, vamos cuidar bem de nossa alma!
E lembre-se, você é importante por ser quem é! Beijos!

sábado, 30 de janeiro de 2010

Colhi trechos de um texto sobre gatos para partilhar. Confesso, senti-me muito bem, pois tenho uma relação com os gatos de forma singular.


"Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não transa o gato. Ele aparece, então, como uma ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério. O gato não se relaciona com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência. Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas exigentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago. A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento."

Arthur da Távola

sábado, 23 de janeiro de 2010


A última postagem foi meio que um desabafo. Estou meio sentida comigo, pois já faz quase um ano que desejo fazer algo e nada fiz. Melhor, pelo menos, agora, pensei formas de ser útil. Ontem acho que cheguei à um início.
Deixa eu explicar-me direito: Quando estou indo para o hospital estagiar, passo em frente ao presídio. Anterior à este ano eu passava em frente ao presídio todos os dias que ia às aulas. Naquela época até buscava sentar-me ao lado dos bancos que eram contrários à visão do presídio. Sofria muito ao enxergar a prisão. Ainda sinto dor, pois lamento muito pela vida daquelas pessoas. Sei que lá há muitos que são do mal. Mas acredito que a maioria poderia ter encontrado um destino melhor acaso houvesse apenas uma alma qualquer que lhes doassem amor. Como poderá manifestar o bem se não foi criado espaço para ele? Ninguém pode dar aquilo que não tem. Portanto, como serei capaz de lançar meu dedo em riste para acusar seja lá quem for?
Então, ano passado na minha última apresentação da disciplina de Higiene Social, uma colega da equipe, que faz estágio no presídio, levantou a questão da qualidade de vida das presidiárias. Ela falou de como elas são carentes de tudo. Narrou o clima e o espaço no qual elas estão confinadas. A professora havia estado lá em visita e confirmou a situação das mesmas.
Desde desse dia, desejei fazer algo. Aquela informação ficou cravada em meu peito. Porém, vaguei com minhas idéias, mas nada de concreto efetivei.
De uns tempo para cá venho buscando textos, palavras que penso serem boas para eu levar para elas. Pensei em selecionar um texto, xerocar e levar uma folha para cada uma delas.
E só ontem fui capaz de externar o meu desejo. Fiquei satisfeita, visto que encontrei as primeiras palavras.
Entretanto, foi até engraçado, pois quando deitei-me para dormir, ouvi bem direitinho que eu terei que ter muito compromisso, pois afetarei pessoas e estas não podem serem decepcionadas mais uma vez, visto que são seres humanos muito sofridos.
Tenho esta consciência. Mas tenho fé que serei capaz de manter as palavras fluindo até os corações destas pessoas.
Bom, vou tentar com toda força. O bem que a gente faz a outro nada mais é do que alimentar a própria alma. Chega a ser egoísta esta constatação. Mas é a mais pura verdade.
Já contei, mas repito, minha mãe sempre pedia para a gente fazer um minuto de silêncio para a paz no mundo. E a gente fazia e era muito bom. As tarefas pesadas também eram oferecidas para a paz do mundo. Até hoje acho que não é válido, pois todas as vezes que ofereço um determinado sacrifício para a paz do mundo, o peso desaparece. Sei lá, mas fica tão mais fácil quando é para a paz do mundo. Experimenta quando estiver com algum tipo de fardo ofertar para a paz do mundo. Depois conta-me!


sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Palavras para aqueles que precisam


Um pedaço de papel pode levar uma nova vida para aqueles que estão precisando da gente:
Idosos, crianças órfãs, prisioneiros, enfim, qualquer pessoa carente de compreensão.
Existem pessoas em meu caminho que preocupo-me em fazer algo, mas infelizmente ainda não fiz. Hoje, após ler Sete Vidas de Tom Coelho, tive esta inspiração:

Olá, quero a sua amizade. Quero a amizade de cada um. Quero passagem para entrar em seu coração e entender o seu mundo emocional.
Faz tempo que estou tentando aparecer em sua vida em forma de palavras. Então, isto significa que faz tempo que estou escolhendo textos bonitos para você ler.
Quase todos os dias, melhor, pelo menos duas vezes por semana, passo em frente a sua atual morada. E sempre me cobro as palavras que não escrevi ainda para você.
Hoje passei em frente a sua atual morada. Fiquei triste por não ter cumprido a promessa que fiz à mim de entregar-te as palavras bonitas.
Que bom que consegui escrever estas poucas palavras, pois já é o começo.
É tarde, muito tarde. Preciso dormir. Gosto de dormir, pois nestes momentos tenho passagem para sonhar.
Sonhar é muito importante. Gosto de sonhar. Por isso gosto de dormir. Quero partilhar com você uma descoberta que acabo de fazer. Um truque bom para despertar o sono. É assim:
Coloque os dedos polegares nos ouvidos e pouse de maneira suave os outros dedos nos olhos. Este exercício abre a porta de nossa alma e acessa a visão do coração, que fica entre as sobrancelhas. Insista com este exercício, com a prática logo encontrará o caminho.
Fui.
Mana, eu te amo!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Foi assim


Hoje acordei com saudades do meu gatinho, aquele que sumiu, lembra?
Então, a mãe dele apareceu aqui, bem cedinho.
Foi assim:
Ontem pedi ao meu anjo notícias do meu gatinho.
Acordei com um miado, devia ser cinco horas da manhã.
Saltei esperançosa,
fui verificar.
Era apenas a minha gata.
Não consegui mais dormir.
Abri a porta da frente,
lá estava a mãe do meu gatinho.
Olhou-me.
Agradeci por ela estar ali.
Chamei, mas ela não veio,
fugiu correndo.
Acredito que ela sentiu meu carinho, mas ela é arisca mesmo.
Fazia tempo que eu não a via.
A última vez foi quando o meu gatinho sumiu.
Senti ela dizer:
"Assim que cuida do meu filho?"
Havia indignação no olhar dela.
Desta vez ela olhou-me com "outros olhos".
Olhar de bons amigos.
Bom, agora não sei...
Mas tenho certeza que minha oração foi atendida.
Pois de alguma forma tive notícias do meu gatinho.
Não sei se te contei, se sim, repito a história:
Ganhei o gatinho da própria mãe.
Um dia a encontrei em minha garagem.
Falei com ela da mesma forma que falei hoje.
Passaram-se uns três meses.
Voltava da missa da primeira sexta-feira do mês.
Vi a gatinha saindo correndo da garagem.
Bom, fiquei contente em revê-la.
Depois ouvi um gatinho chorando.
Fui verificar.
Estava dentro da cestinha da bicicleta.
Oh, tão lindo!
Tive certeza, era um presente e para mim.
Foi assim.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Um lindo caminho


Um lindo caminho para você:


Uma vivência mágica que guardo no coração
pertence à uma caminhada solitária.
Realizada em Passa Vinte (MG).
O caminho lembra a gravura acima.
Entretanto, não é possível retratar
o percurso que fiz.
Pois foi uma caminhada de outra dimensão.
Meu espírito estava em plena comunhão com a vida.
Com a natureza e toda a sua divindade.
Crie seus momentos mágicos,
eles têm o poder de curar a sua alma.
Experimente!