sexta-feira, 21 de junho de 2013



Posso errar?
Oh, como queria dar-me esse direito.
Claro que erro, mas erro por estar tentando fazer certo
E fico tão sentida comigo.
Esse é outro erro.
Não deveria
Nossa, outro chavão:
deveria
Céus, preciso de um tempo
para reorganizar as ideias.
E acostumar com essa nova ideia
Estava tão habituada a minha antiga "idéia"
Ideia e "idéia", que ideia, né?
* Inspirada por leitura de Leila Ferreira  que é jornalista, apresentadora de TV e autora do livro "Mulheres – Por que será que elas..." 

terça-feira, 18 de junho de 2013

Passeata em Florianópolis

Foi sem programar, mas, lá estava eu: escoltando os policiais.
Sim, escoltando os policiais. Escoltando em nome do amor.
Fui pedindo para que respondessem apenas com amor.
Que a resposta seja o Amor.
Não obedeçam ordens contrária ao Amor.
Um policial perguntou se eu havia usado drogas, caso não, que eu passasse e fosse embora; coloquei meus pés bem firmes no chão, olhei nos olhos dele, ele tirou os olhos; então eu disse que honrava o guerreiro que ele representa: guerreiro da paz. E repeti o meu discurso pedindo amor. Os carros de polícia fechavam os vidros para não ouvirem eu pedindo paz; os que não fechavam os vidros, eu fazia meu discurso e agradecia por me ouvirem.
E, como eu estava de bicicleta, fui percorrendo a passeata buscando os mascarados; Explicava para eles não usarem máscara, pois os arruaceiros que tiram a tranquilidade do movimento entram mascarados. A maioria entendia, mas havia uns que não, eram até agressivos e eu perguntava:
Por que, você é um infiltrado? Você é um arruaceiro?
E assim eu fui até chegar na ponte. Quando todos chegaram lá, decidi que já era tempo de eu voltar para casa.
Voltei pedindo aos policiais, que eu encontrava pelo caminho, a mesma postura:
Que a resposta seja o Amor.
Não obedeçam ordens contrária ao Amor.

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Desafios

Hoje enfrentei muitas adversidades.
Fui tentar iniciar a construção da minha casa.
O desafio é gigante, mas tento olhar para ele como se fosse diminuto.
Há um duelo dentro de mim, onde uma parte berra que estou louca e outra que grita que loucura é abrir mão dos meus sonhos.
Mas que sonho é esse?
Simplesmente é o meu sonho, é o que me move, é o que me faz flutuar.
Poderia ter outros sonhos?
Sim poderia, mas não quero.
Estive refletindo, talvez o ideal seria não ter sonho nenhum.
Viver só aceitando o que vem e quando vem.
Ficar sentada, parada, só acatando o que chega.
Sem querer fazer nada, sem desejar nada, sem nada, nada mesmo;
Mas isso tem cheiro de depressão.
Sinceramente, isso não quero de jeito nenhum
Tenho um sangue quente, que ferve quando vejo algo que não concordo.
Vai ver que é essa a minha missão: desistir.
Desistir e nada querer.
Entretanto, isso parece tão contrário a vida.
Tão contrário a alegria genuína que sinto quando ouso sonhar.
Escolho acreditar :)