domingo, 26 de outubro de 2008

Alegria Atenta

Lembrando esses ensinamentos enquanto passeio tão livremente de bicicleta pelo entardecer de Bali, faço preces que na verdade são promessas, nas quais apresento meu estado de harmonia a Deus e digo: "É isto que eu gostaria de manter. Por favor, ajude-me a memorizar esta sensação de contentamento e ajude-me a sustentá-la." Estou colocando essa felicidade em um banco em algum lugar, não apenas garantida pelo governo contra uma eventual bancarrota, mas protegida por meus quatro irmãos espirituais, mantida ali como um seguro contra as futuras dificuldades da vida. Essa é uma prática que passei a chamar de "Alegria Atenta"."Elizabeth Gibert
Comer, Rezar Amar

sábado, 18 de outubro de 2008

[:)]

-------\\|/-------
------( @@)-------
---ooO--(_)--Ooo----

sábado, 11 de outubro de 2008

Contrato com a Felicidade

"Estou sempre me lembrando de um dos ensinamentos da minha Guru sobre felicidade. Ela diz que as pessoas tendem a pensar universalmente que a felicidade é um golpe de sorte, algo que talvez lhe aconteça se você tiver sorte suficiente, como o tempo bom. Mas não é assim que a felicidade funciona. A felicidade é conseqüência de um esforço pessoal. Você luta por ela, fez força para obtê-la, insiste nela, e algumas vezes viaja o mundo à sua procura. Você precisa participar o tempo todo das manifestações de suas próprias bênçãos. E, uma vez alcançado um estado de felicidade, nunca deve relaxar em sua manutenção, deve fazer um esforço sobre-humano para continuar para sempre nadando contra a corrente rumo a essa felicidade, para permanecer flutuando em cima dela. Se não fizer isso, seu contentamento interno irá se esvair. É muito fácil rezar quando se está passando por um momento difícil, mas continuar a rezar mesmo quando a sua crise já passou é como um processo de selamento, que ajuda sua alma a se aferrar às coisas boas que conquistou.
  Elizabeth Gibert
Comer, Rezar Amar

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Vida Nova


Estou em uma fase mais calma, mais feliz. Continuo com pouco tempo, mas estou tão contente com minha nova vida. Engraçado, mas estou realmente em uma nova vida. Sinto como se tivesse vivido tudo que vivi e agora retornei ao exato ponto de onde comecei. É estranho, porém me é muito verdadeiro. Voltei, simplesmente voltei, se eu fosse datar, diria que estou vivendo tudo que deixei de viver, que estou no ano de 1983. Agora estou terminando o segundo grau e indo fazer uma faculdade. Agora piloto uma bicicleta linda, encantadora; vivo as aventuras de ser uma ciclista no meio de tantos carros senhores absolutos, vivo a minha soberania, meus sonhos de hippie naturalista, defensora do mundo. Caminho de cabeça erguida, como se caminhasse em uma passarela. Vejo-me constantemente bajulando-me. Percebo que tenho orgulho de ser quem sou. Pego-me tirando o chapéu para mim, ou seja, congratulando-me por existir.

Continuo sem nenhum tipo de segurança material, continuo nada tendo, mas isto me confere uma leveza, uma liberdade. Meio contraditório, pois é difícil imaginar alguém livre tendo que produzir para se sustentar, entretanto, sinto-me como um lírio do campo.

Tenho que cuidar da casa e das muitas pessoas que lá moram, mas faço tudo com amor e dedicação. Vejo-me totalmente sem tempo para muitas coisas, mas ao mesmo tempo, fico contente por estar fazendo a minha parte. Estou cuidando da minha sogra com todo amor do mundo. Dedico a ela um amor especial, um tributo à vida. Vejo nela a luta e a indignação de todas as mulheres. Ainda tenho que domar a fera que mora dentro da minha filha, que não aceita a avó. Porém, nem isto me deixa menos decidida. Tenho fé que minha filha entenderá a avó. Perceberá que o que ela não aprova na avó é o que ela também tem dentro dela. É insuportável conviver com os próprios defeitos.

Algo mágico aconteceu em minha vida. Eu a recebi de volta, simplesmente voltei. Voltei a ser a Elisa que sempre fui, mas que ficou sufocada no meio de muitos entulhos, no meio de muitos deveria, muitas cobranças inadequadas, que eu escolhi viver. Sim, aceitar que escolhi viver tudo que vivi coloca-me dona de mim mesma. Sou a única responsável por mim mesma. 

 Descobri ainda que não venci, fui uma grande perdedora, mas mesmo assim, fico agradecida pela experiência. Saber perder também requer aprendizado. 

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Mudanças

Transformação, que leva à outras dimensões!
Sim, a mudança modifica tudo ao nosso redor
e isso reflete em nosso interior.
Bom, agora que a minha mudança está criando raízes,
está na hora de partilhar as boas novas.

Muitas vezes me pego sofrendo em vão,
deve ser hábito, péssimo hábito.

Porém a mudança alterou meu foco!
Jogou luz aonde só havia névoas, fui capaz de atravessar as Brumas
e alcançar Avalon.

Quem lê este blog sabe da minha paixão por uma vida verde.
Estou até fazendo uma disciplina de Plantas Medicinais, agora chamadas Bioativas,
para melhor expressar as infinitas possibilidades que elas apresentam.
Pois é, nós também apresentamos infinitas possibilidades!

Foi nessa infinitude que enxerguei minha vida natural, de sítio, em plena cidade.
Então, descobri que posso ter uma horta.
Pus mãos à obra!
Agora estou construindo minha horta.
Uma horta tão irreverente, tão dona de si, confesso,
estou apaixonada por ela.
Isto que ela ainda é apenas uma frágil semente.
Semente de idéia!

Quase esqueço de contar:
Resgatei minha bicicleta do porão da casa antiga.
Lá estava ela, cheia de fé em mim;
Passou vinte anos no limbo, entretanto nunca perdeu a fé em mim.
Deve ter rezado dia e noite naquele lugar frio, úmido,
ih, nem bom continuar esta definição.............
Não quero assustar meus escassos leitores,
pois corro o risco de escrever sozinha, não que escrever se faça acompanhada,
refiro-me a ficar sem leitor.
Que triste!

Voltando, a fé da minha bicicleta em mim, resgatou-me.
Uma Elisa mais pesada uns dez quilos, uns vinte anos à mais e com
uma idéia da vida bem diferente de então.
Porém nenhum destes mórbidos detalhes assustou a minha bicicleta.
E sua fé promoveu um milagre.
Enxugou alguns quilos,
liquidou com o excesso de colesterol ruim,
e, de gorjeta, remoçou aquela alma.

Foi muito além,
tornou-se uma bicicleta acadêmica,
não falta nem quando chove,
é a única no bicicletário, toda imponente,
majestosa!
Em dias de sol, fica lá toda feliz junto com as amiguinhas.


E foi ela que foi comigo nas leiras,
olha, não tenho certeza deste termo:
leira. Porém tenho certeza que fomos lá aonde tem leiras
buscar terra para a horta.
Que aventura, nós duas carregando aquela terra linda.
Aprendi sobre as leiras na aula de Plantas Medicinais.
As leiras transformam o lixo Universitário em terra de altíssima qualidade.

Bom, as leiras ficam para outro dia...............
volto e conto tudinho sobre elas, prometo!
[:P]