domingo, 27 de setembro de 2009

Sempre bom ler o que as pessoas estão aprendendo, principalmente um escritor como Veríssimo:


Dez coisas que levei anos para aprender...
Luis Fernando Veríssimo


1. Uma pessoa que é boa com você, mas grosseira com o garçom ou empregado, não pode ser uma boa pessoa.

Preste atenção, não se deixe enganar.

2. As pessoas que querem compartilhar as visões religiosas delas com você, quase nunca querem que você compartilhe as suas com elas.

3. Ninguém liga se você não sabe dançar. Levante e dance. E dance muito!


4. A força mais destrutiva do universo é a fofoca.


5. Não confunda sua carreira com sua vida.


6. Jamais, sob quaisquer circunstâncias, tome um remédio para dormir e um laxante na mesma noite.


7. Se você tivesse que identificar, em uma palavra, a razão pela qual a raça humana ainda não atingiu (e nunca atingirá) todo o seu potencial, essa palavra seria 'reuniões'.


8. Há uma linha muito tênue entre 'hobby' e 'doença mental'.


9. Seus amigos de verdade amam você de qualquer jeito.

E como amam, caso contrário, não são seus amigos.

10. Lembre-se: nem sempre os profissionais são os melhores.

Um amador construiu a Arca.

Um grande grupo de profissionais construiu o Titanic.

'Guardar ressentimentos é como tomar veneno e esperar que outra pessoa morra.'
William Shakespeare

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Hoje em dia é tão comum as pessoas se intoxicarem para sufocarem a voz do próprio corpo.

Porém já está na hora de pararmos para escutar o que nosso corpo tem para nos dizer.
Tempos atrás postei aqui a necessidade que eu tive de escutar a dor que devastava meu coração. Após ouví-la, esta nunca mais voltou. Confesso que foi difícil, entretanto foi possível ouví-la, sentí-la e libertá-la. Atualmente tenho muito mais consciência do meu corpo, desta forma estou mais presente. Vivo muito mais e o meu automático está, quase sempre, desligado.
Também descobri que sou corpo, emoção e espírito. Antes negava a minha existência física, com isto perdia a maior parte de minha existência, visto que moro em um plano físico, denso, ou seja, na matéria.
Eis que venho fazer aqui, ter uma experiência física.
Negar a dor é negar a minha existência. É fazer calar um mestre, negar uma vivência. E, ao negar, fico presa em um círculo de sofrimento, que é desnecessário. Pois posso permitir que o amor acolha este processo de restauração do equilíbrio. Visto que a dor é apenas um mensageiro de que estou saindo do meu eixo. Acompanhem as dicas de uma excelente terapeuta:

Não fuja da DOR - mergulhe nela

por Silvana Giudice - silvanagiudice@hotmail.com

Quando pensamos em DOR, um dos primeiros pensamentos que nos vem a cabeça é o de livrar-se dela.
Entretanto, tornar-se mais "consciente" dela também é um modo de fazer com que ela desapareça.
A sugestão é que você mergulhe diretamente na dor, vá de encontro a ela, ao invés de afastar-se.
Sinta a sua "presença". Procure não criticar, julgar, ou queixar-se.
Nesse processo você fará "perguntas" a si mesmo a respeito da DOR.
Não importa o quanto estas respostas possam ser estranhas.

Algumas perguntas sugeridas:
- qual o seu tamanho (compr.largura...)?
- quanto pesa?
- qual a sua cor? Cheiro? Forma?
- há quanto tempo você está aí?
- voce me protege de alguém ou de alguma coisa?
- quer me transmitir "algo" ?
As respostas das perguntas sugeridas também poderão lhe dar uma diretriz do PORQUE esta dor se "instalou em você".
Ista poderá deixá-lo mais consciente de que todo sintoma está intimamente envolvido com um distúrbio emocional.

EXERCÍCIO:
Respire profundamente algumas vezes e vá tomando contato com o seu corpo.
Permaneça alguns instante em silêncio. Só sentindo você....
Imagine um ponto colorido à sua frente. Observe esta cor (pode ser qualquer uma) e veja este ponto aumentar aos poucos de tamanho até pegar todo o seu campo visual.
Respire profundamente novamente.
Agora ele começa a diminuir, diminuir até voltar ao tamanho inicial e desaparecer totalmente.

Agora você irá fazer o mesmo com a DOR.
Imagine o incômodo aumentando, aumentando. Não fuja. Junte-se a ela.
Respire profundamente e comece a imaginar ela diminuindo, diminuindo até desaparecer totalmente.
Quando tiver concluído, a dor talvez tenha desaparecido ou pelo menos diminuido consideravelmente de intensidade.

Silvana Giudice
Terapeuta Holística
Verithas - Instituto de Desenvolvimento Humano.
Rua Emílio Mallet, 314
Tatuapé
São Paulo- Capital
fone: 3586-8885 e 9590-0515
recados- 3536-4003 com Andreza


Texto revisado por: Cris

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Confidência




Sempre que escrevo para alguém especial,
fico inspirada.
Achei que as palavras que organizei ficaram tão
significativas.
Na realidade foi o amor que sinto
que foi organizado em forma de palavras.
Após ler, desejei partilhar:


Ando numa correria sem fim,
mas levando a vida com paixão.
Os problemas existem, apenas mudei o foco.
Quanto a você, sou sua amiga, portanto,
preciso ser franca no que sinto.
Primeiro, sinto muito, sinto muito mesmo.
Você nasceu para ser feliz.
Precisa ser feliz.
Entretanto, você tem uma teimosia
quase insana.
Entendo bem sua teimosia, já fui assim,
ainda sou assim em muitos aspectos de minha vida.
Você está com sua vida toda voltada para um único aspecto.
Desta forma sua viagem está ficando monótona, cansativa,
desgastante mesmo.
Então você perde a paisagem,
perde a experiência, perde a magia de cada momento,
enfim, perde o sabor da vida.
Porque a vida é um jogo de equilíbrio.
Há outras facetas que exigem serem descobertas.
Precisam ser celebradas.
Pare, pare agora.
Reflita!
Questione-se:
O que a vida está querendo me ensinar?
Melhor:
O que a vida quer me presentear?
Por que não quero aceitar?
Fique em silêncio, aguarde.
Pode até demorar, mas receberá uma resposta.
Nada precisa ser perfeito,
nem exigido.
O que chega é exatamente o que precisamos.
Abra os braços e receba o dom da vida.
Aceite-se.
Somos humanos e nossa existência
é justamente para experimentar
a delícia de sermos que somos.

domingo, 6 de setembro de 2009

Partilha

Sobre a abrangência do amor metafísico...
Só podemos dizer, contudo, que o mundo não é mais meu nem seu, mas nosso. Que o que fazemos e empreendemos não pertence a mim e a você, mas a nós. Que os cumes, os caminhos, as manhãs de maio e o perfume das pétalas são nossos. Que toda bondade em relação aos outros, todo e qualquer modelo legítimo e desprovido de constrangimento para eles é nossa vida. Que a luta cheia de júbilos e o empenho seguro por algo escolhido são nossos. Nossos. Que isso não pode nunca mais se perder, mas só tem a possibilidade de se tornar mais rico, mais claro, mais seguro, a fim de crescer e transformar-se em uma grande paixão da existência.
Heidegger à Arendt [1925].