Pular para o conteúdo principal

Coser emoção

Li outro dia a história de uma senhora que extravasava a raiva que sentia do marido fazendo bonecas de crochê.


Fiquei meditando sobre esta filosofia de vida. 
Na importância de transmutar a raiva em beleza. 

Então surgiu a questão do não saber fazer crochê;
E a alternativa de se fazer bonecas de panos.






Confesso, sempre fui muito apaixonada por bonecas de panos. 
Não saberei datar se esta paixão surgiu com Monteiro Lobato ou precede a este. 




Como colcha de retalhos, que é outra paixão que guardo no coração;
Fui emendando pensamentos e ideias pertinentes a esta alquimia de emoções. 




Foi quando lembrei-me da importância que concedo ao ato de coser. 
Existe magia no ato de costurar. 
Não basta apenas a ideia de conceber um trabalho manual. 
Só a fé de nada resolve, pois poderá o seu projeto jamais decolar. 
A ação, que por si só é incapaz de construir, necessita da existência da intenção.




Diante de tão complexa tarefa, deixe em cada ato uma expressão de sua alma.
Encha de desígnios cada laçada de sua agulha. 
Que seu trabalho ao final carregue uma grande energia de coração. 




Que seja não só a transformação do tecido e da linha em beleza;
Mas de todo o seu ser em evolução. 
Experimente costurar amor junto ao seu trabalho. 
Milagres serão expressos diante da sua criação.

http://www.floraisamora.com/#!product-page/cd4f/08e10422-83c9-9972-741f-9acfee6ca7c9



O boneco acima foi confeccionado em um período que eu estava resgatando minha alma, meu poder pessoal. 
Um período de minha vida que guardo com muito amor em um canto privilegiado de meu coração.
Beijos!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Valores

Veja bem, já tenho 43 anos, só agora irei formar-me, ainda não tenho casa própria, carro, tenho carteira, mas medo de dirigir. Enfim, tenho uma lista de vários fatores que a sociedade considera importante e que não alcancei. E daí? Sinto-me tão importante. Veja a cena: Trabalho, melhor, sou estagiária da Secretaria de Ensino a Distância. Sou tutora do curso de Prevenção ao Uso Indevido de Drogas. Terça feira será feriado municipal. Segunda-feira foi considerado ponto facultativo pela faculdade, portanto, todos os tutores não têm aula, mas temos que trabalhar. Então assumi a missão de ir até ao diretor pedir para dispensar-nos. Neste dia fui com uma sandália que não era usada há tempos. No meio do caminho a sandália desmanchou literalmente. Por onde eu passava, deixava restos da sandália. Caminhava com dificuldade, pois ela estava partida em vários tamanhos diferentes. Melhor dizer, mancava. Cheguei, encontrei com a moça do escritório e perguntei qual era o ramal do diretor; liguei,...
A última postagem foi meio que um desabafo. Estou meio sentida comigo, pois já faz quase um ano que desejo fazer algo e nada fiz. Melhor, pelo menos, agora, pensei formas de ser útil. Ontem acho que cheguei à um início. Deixa eu explicar-me direito: Quando estou indo para o hospital estagiar, passo em frente ao presídio. Anterior à este ano eu passava em frente ao presídio todos os dias que ia às aulas. Naquela época até buscava sentar-me ao lado dos bancos que eram contrários à visão do presídio. Sofria muito ao enxergar a prisão. Ainda sinto dor, pois lamento muito pela vida daquelas pessoas. Sei que lá há muitos que são do mal. Mas acredito que a maioria poderia ter encontrado um destino melhor acaso houvesse apenas uma alma qualquer que lhes doassem amor. Como poderá manifestar o bem se não foi criado espaço para ele? Ninguém pode dar aquilo que não tem. Portanto, como serei capaz de lançar meu dedo em riste para acusar seja lá quem for? Então, ano passado na minha última apresent...