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Flor do cerrado

...uma flor do cerrado pra você
Estou mentalizando eu trazer a flor, teimosa e insistente como sou, hei de trazer uma flor pro pessoal daqui de casa. Não morrerei sem conhecer uma flor do serrado pessoalmente, claro que a morte está agendada só para daqui a meio século, mas pretendo ir antes, bem antes.
Sempre tive uma ansiedade iminente, faz parte da minha existência.
Estou sonhando, aliás, estou sempre sonhando. Isto é bom, fornece-me um gás para a vida, gera uma força motriz. E lá vou eu com a minha vassoura de duas rodas e um chapéu de bruxa moderno, em forma de capacete para ciclista, sempre avante, sempre avante...
Amo muito viver. Estou aqui em uma torcida muito grande para que o tempo da colheita chegue logo.
Mas sempre lembro-me:
O bom da viagem é o caminho, o percurso que realizamos, então aproveito cada etapa, cada fase. Viver é um jogo de videogame, estamos sempre indo atrás de uma meta, buscando a realização de um projeto. E jogo bom é aquele que permite que a gente estipule metas para todas as áreas da jornada, pois esta diversidade abrilhanta o caminho.
Beijos
...uma flor do cerrado pra você

Comentários

Élis Bruxa disse…
Val,

Você é muito querida e dedicada.
Que felicidade ser sua amiga;
Beijos

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Estive refletindo sobre a minha ansiedade. O quanto desejei realizar as provas enquanto a minha mão estava machucada. Esforcei-me em demasia. Pois quando a vida decide, deve ela ter sua lógica celestial. Andei pensando também na máxima de abençoar as pessoas que nos causam dissabores. Ainda tenho certa resistência. Não tenho este amadurecimento. Meu EGO ainda domina, carrego a densidade existencial. Entretanto busco estar atenta aos meus sentimentos. Tento observar de fora o que acontece dentro do meu ser. E encontrar uma saída deste tumulto emocional.
A última postagem foi meio que um desabafo. Estou meio sentida comigo, pois já faz quase um ano que desejo fazer algo e nada fiz. Melhor, pelo menos, agora, pensei formas de ser útil. Ontem acho que cheguei à um início. Deixa eu explicar-me direito: Quando estou indo para o hospital estagiar, passo em frente ao presídio. Anterior à este ano eu passava em frente ao presídio todos os dias que ia às aulas. Naquela época até buscava sentar-me ao lado dos bancos que eram contrários à visão do presídio. Sofria muito ao enxergar a prisão. Ainda sinto dor, pois lamento muito pela vida daquelas pessoas. Sei que lá há muitos que são do mal. Mas acredito que a maioria poderia ter encontrado um destino melhor acaso houvesse apenas uma alma qualquer que lhes doassem amor. Como poderá manifestar o bem se não foi criado espaço para ele? Ninguém pode dar aquilo que não tem. Portanto, como serei capaz de lançar meu dedo em riste para acusar seja lá quem for? Então, ano passado na minha última apresent...